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domingo, 23 de maio de 2010

Doar sangue salva vidas!


O sangue é uma substância essencial à vida, responsável pelo transporte de oxigênio, nutrientes, células, hormônios, enzimas e uma infinidade de outros elementos. Este texto explicará o processo de doação de sangue.

Em todos os hospitais do mundo, diariamente, são realizadas transfusões sanguíneas. A transfusão de sangue é um procedimento médico realizado para salvar vidas e para tratar doentes em estado grave. 

Não existe sangue artificial, nem outra substância que possa substituí-lo, portanto, para que haja transfusão, é preciso que haja doação.

Doar sangue
A doação de sangue é um ato voluntário de generosidade ainda pouco difundido na população. Estima-se que apenas 1 a cada 30 pessoas seja doadora, uma proporção muito pequena, ainda mais quando se sabe  que 1 a cada 3, eventualmente, necessitará de uma transfusão ao longo de sua vida.


DOAÇÃO DE SANGUE


O ato de doar sangue deve ser sempre voluntário, porém, nem todos os candidatos estão aptos para serem doadores, o que só aumenta a necessidade de um volume maior de candidatos.

Os requisitos básicos para ser um candidato a doação de sangue são:

- Estar bem de saúde.
- Ter mais de 18 e menos de 60 anos.
- Pesar mais que 50 kg.
- Homens não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 60 dias, respeitando o limite máximo de 4 doações por ano. 
- Mulheres não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 90 dias, respeitando o limite máximo de 3 doações por ano.  
- Mulheres não podem estar grávidas, nem amamentando.
- Mulheres não podem ter tido um aborto ou parto há menos de 3 meses.

Se você se enquadra nestes requisitos, já pode se candidatar (ou recandidatar) a doação. Para que o procedimento não traga riscos nem ao doador, nem ao receptor do sangue, algumas outras condições devem ser respeitadas.

Portanto, não podem doar sangue:

- Diabéticos insulino-dependentes 
- Pessoas que têm ou tiveram sífilis 
- Pessoas que têm ou tiveram hepatite viral após os 10 anos de idade 
- Pessoas com cancro 
- Portadores do vírus HIV 
- Pessoas com doença pulmonar tipo DPOC 
- Pessoas com insuficiência renal crônica 
- Pessoas com passado de tuberculose extra-pulmonar
- Pessoas com antecedentes de AVC 
- Portadores do vírus HTLV I ou HTLV II 
- Pessoas que tiveram malária ou que tenham morado em região endêmica nos últimos 6 meses. 
- Pessoas com doença de Chagas ou que tenham contato com o inseto barbeiro
- Portadores de doenças auto-imunes
- Pessoas que sofrem de epilepsia
- Pessoas com doenças psiquiátricas que gerem inimputabilidade jurídica 
- Pessoas com comportamento de risco tais como não usar preservativos em relações sexuais, ter tido mais de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses ou ser usuário de drogas injectáveis 




Impedimentos temporários para doação de sangue


Algumas situações impedem a doação apenas temporariamente. Neste caso, o candidato pode será orientado a retornar ao banco de sangue quando já não mais tiver nenhum tipo de impedimento. Abaixo, listo as situações que podem impedir a doação de sangue apenas de modo temporário.

- Estar em jejum. O doador deve se alimentar, tendo apenas o cuidado para não ingerir comidas muito gordurosas dentro das 4 horas que antecedem a doação.
- Hipertensão não controlada. Para poder doar sangue é preciso que no momento da coleta as pressão arterial esteja abaixo de 180 x 100 mmHg 
- Diabetes tipo 2 descontrolado. 
- Ter sido tatuado ou colocado piercing há menos de 1 ano 
- Ter realizado sessão de acupuntura sem material descartável há pelo menos 1 ano.
- Atraso menstrual em mulheres em idade fértil. 
- Diarréia na última semana.
- Tuberculose pulmonar nos últimos 5 anos.
- Dengue no último mês 
- Ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação.
- Não ter dormido por pelo menos 6 horas na noite anterior a doação.
- Ter recebido transfusão de sangue há menos de 1 ano.
- Pessoas com doença febril não devem se candidatar a doação de sangue até estarem clinicamente curadas 



Vacinação e doação de sangue 


Uma das dívidas que surgem mais frequentemente é em relação a vacinações antes da doação.  

a) Vacinas com vírus ou bactérias vivos atenuados

- Pólio Oral (Sabin), Febre Tifóide Oral, Sarampo, Caxumba (Parotidite), Febre amarela, BCG = Intervalo mínimo de 3 semanas para doação de sangue
- Rubéola, Varicela (Catapora), Varíola = Intervalo mínimo de 4 semanas para doação de sangue

b) Vacinas com  vírus ou bactérias mortas ou com toxóides

- Cólera, Pólio (Salk), Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite, Hepatite A, Pneumococo, Febre Tifóide (Injetável), Leptospirose, Brucelose, Peste = Intervalo mínimo de 48 horas para doação de sangue
- Hemophillus influenzae, Hepatite B recombinante, Influenza (gripe) = Intervalo mínimo de 4 semanas para doação de sangue 

 - Vacinação contra raiva humana após exposição a animal suspeito = Intervalo mínimo de 1 ano para doação de sangue 


Cirurgias e tempo de intervalo para doação de sangue


- Extração dentária = 72 horas
- Cirurgias de pequeno porte como para apendicite, correções de hérnias, retirada das amígdalas, cirurgia de varizes etc... = 3 meses
- Cirurgias de médio e grande porte como colecistectomia (retirada da vesícula), nefrectomia (retirada de um rim), histerectomia (retirada do útero), nódulo de mama, ressecção de aneurismas, politraumatimos etc... = 6 meses a 1 ano
- Cirurgia cardíaca, pneumectomia (retirada de um pulmão), gastrectomia (retirada do estômago), esplenectomia (retirada do baço) = inaptidão definitiva.

Esses intervalos podem mudar de acordo com a avaliação feita pelo banco de sangue.


Quais remédios contra-indicam a doação de sangue?


Na maioria dos casos, estar tomando remédios não contra-indica a doação, uma vez que concentração da droga por unidade de sangue costuma ser baixa. Muitas vezes o que contra-indica a doação é a doença que está sendo tratada e não o próprio medicamento. Por exemplo, pessoas tomando antibióticos não devem doar sangue por causa da infecção que está ativa e não pelo simples fato de haver antibiótico circulante no sangue.

Existem, porém, algumas poucas drogas que são contra-indicadas para doação de sangue por causarem má-formações em fetos mesmo quando em concentrações muito pequenas no sangue, o que é preocupante para grávidas que possam vir a  precisar de transfusão sanguínea.
  •  Isotrentinoína (Roacutan®) usada para o tratamento da acne e a Finasterida usada para hiperplasia benigna de próstata e calvície não podem ter sido administradas nos últimos 30 dias antes da doação.
  • Dudasterida, também usada para hiperplasia benigna de próstata não pode ter sido tomada nos últimos 6 meses
  • A Acitretina usada na psoríase não pode ter sido tomada nos últimos 3 anos. Alguns bancos de sangue consideram o uso da Acitretina como contra-indicação definitiva, independente do tempo de suspensão.
  • O Etretinato, também usado na psoríase, contra-indica a doação para o resto da vida, já que ainda é possível detectá-lo no sangue mesmo vários anos após o fim do tratamento.
Pacientes em uso de coagulantes como Varfarina e Heparina também não devem doar sangue. Pacientes que usaram aspirina ou antiinflamatórios nos últimos 5 dias ou clopidogral e/ou ticlopidina nas últimas 2 semanas, também não estão aptos a doar.


Como é feita a doação de sangue?


doação de sangue
O candidato é primeiramente questionado sobre sua atual condição de saúde e seu histórico clínico à procura de dados que possam contra-indicar a doação de sangue, seja temporariamente ou de modo permanente. É também realizada uma rápida avaliação dos sinais vitais e uma gota de sangue é retirada do dedo para determinação do grupo sanguíneo e para saber se o paciente está com anemia.

Durante a doação são retirados cerca de 450 ml de sangue, o volume de uma bolsa de sangue. O procedimento todo, desde a entrevista à doação do sangue propriamente dita, dura menos de 1 hora.

O volume de sangue retirado é sempre o mesmo, pois as bolsas são padronizadas com uma quantidade exata de anticoagulante. Qualquer volume de sangue a mais ou a menos pode resultar em um sangue sem qualidade para a transfusão.


Doar sangue é seguro?


 Todo o material usado para coleta do sangue é esterilizado e descartável, não havendo risco de contrair doenças.

Cerca de 7% a 8% do nosso peso equivale ao volume de sangue circulante. Ou seja, em uma pessoa de 50 quilos há algo em torno de 4 litros de sangue dentro dos vasos. Os 450ml de sangue doados seriam, portanto, aproximadamente 10% do volume de sangue circulante. Por isso, pessoas muito magras não devem ser doadoras, pois a quantidade necessária para preencher um bolsa ultrapassa o limite de segurança.

O corpo repõe:
- Em 24 horas a quantidade de líquido doada.
- Em 4 semanas a quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) 
- Somente em 60-90 dias, os estoques de ferro » Daí o intervalo mínimo obrigatório entre as doações.

Mantidos os cuidados acima, a doação de sangue é um procedimento praticamente inócuo. Eventualmente pode ocorrer uma equimose (mancha roxa) no braço, no local da punção, sem maiores consequências. Alguns indivíduos mais ansiosos podem desmaiar durante a picada, mas como esta é feita já com o candidato deitado, não ocorrem maiores problemas.

Nas pessoas mais magras, pode ocorrer um certo grau de cansaço nas primeiras 24h após a doação do sangue.


    Que doenças serão testadas no meu sangue doado?


    - HIV, hepatite B, hepatite C, doença de chagas, sífilis, HTLV I e II. Se qualquer uma dessas doenças for detectada, o sangue será desprezado e o doador contactado e informado sobre a necessidade de repetir as sorologias.


    Orientações após a doação


    - Assegure-se de ter uma boa hidratação nas 24h subsequentes a doação. Beba bastante líquido e evite bebidas alcoólicas.
    - Alimente-se bem
    - Não fume na primeira hora após a doação.
    - Não faça atividades desgastantes no primeiro dia.
    - Se tiver sentindo tonturas, deite-se e coloque as pernas apoiadas para cima. Isto deverá ser suficiente.
    - O curativo pode ser removido após 4 horas.


    Observações finais


    - Doar sangue não engorda, nem emagrece.
    - Doar sangue não vicia, nem cria dependência.
    - Doar sangue não afina, nem engrossa o sangue
    - Mulheres podem doar sangue durante o período mentrual
    - Não se pega doenças doando sangue

    DOE SANGUE! Não custa nada, é rápido e você poderá salvar várias vidas.

    terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

    História e Etimologia do Carnaval


    O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo.

    A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.

    Todo mundo pensa que o Carnaval é uma festa típica do Brasil. Mas toda essa farra existe desde a Antiguidade e vem de muito longe. O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a
    527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.

    O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C. O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

    Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.

    Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a
    festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
    O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída.

    Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira... É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus. O cálculo é um pouco complexo.

    Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes
    de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril.

    O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa. O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840. Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores  das atuais escolas de samba.
    No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval.
    A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.


    No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.



    De acordo com o modo contemporâneo o carnaval ainda é considerado uma forma de festa bastante tradicional, pois persistiu por vários anos com o mesmo aspecto.











    terça-feira, 3 de novembro de 2009

    Vida de enfermeira de Atendimento Complementar

    Boa tarde!
    Optei por desabafar a minha mágoa com estas pequenas linhas testemunhadoras do meu "sofrimento"...
    Presto cuidados de enfermagem num serviço daqueles que não está regulamentado, legislado ou outra coisa qualquer, mas que ele existe, existe e é real! Serve para "segurar as pontas" soltas de um sistema de saúde que cada vez mais demonstra ser inadequado, desajustado e falível.Como o próprio nome indica, este seria um atendimento complementar à consulta médica, para situações patológicas agudas e consulta  a utentes em lista de espera ou cujo o médico de família se encontre ausente por mais de X dias.
    A este local acorrem todas as situações susceptiveis da dualidade de critérios... as "pequenas urgências", as situações patológicas de índole aguda, os tratamentos da lista de espera (em horário normal) e todos os outros(em horário pós-laboral).
    Pois bem, após a descrição do que este serviço deveria ser, passamos ao que na realidade ele é...
    É um serviço de urgência, é um consultório médico, é gabinete de enfermagem para todo o tipo de prestação de cuidados e, mais recentemente, SAG.


    SAG= Serviço de Atendimento à Gripe


    Após todo o alarmismo desencadeado pela comunicação social, nestes últimos tempos, a situação tinha "arrefecido" ou "adormecido" até que, após a morte de uma criança de 10 anos, no passado dia 28/10/2009, fez com que a GRIPE A voltasse em força. Ou seja, a população "lembrou-se" novamente da sua existência  e, desde então, a afluência de utentes ao Centro de Saúde tem sido o triplo! Qualquer espirro, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e até diarreia, é GRIPE A declarada! Qualquer pretexto, sintoma ou sinal tem servido para, umas vezes, contactar a Saúde 24 ou ir (em grande velocidade) ao Centro de Saúde! 
    Hoje fiquei consciente do que realmente é triado pela linha da Saúde 24, e pelos meus colegas que a integram, ou seja, nada!!! Toda e qualquer pessoa que hoje contactou este serviço, reunindo os critérios de despiste ou não foi encaminhada para o Centro de Saúde, com o percurso definido como se de uma GRIPE A se tratasse!
    Porquê não realizar uma avaliação consciente dos casos, se quando contactamos este serviço, somos questionados minutos a fio sobre tudo e qualquer coisa, se depois o encaminhamento não é personalizado mas sim GENERALIZADO???!!!
    Sabendo que os critérios requerem a presença de temperatura corporal acima dos 38ºc (nas últimas 72h), que não cede à administração de antipiréticos, acompanhada de outros dois sintomas da lista já decorada por todos nós, porquê enviar pessoas que só apresentam um simtoma, estão apiréticos, ou outras situações?
    Vejo-me diariamente a percorrer o corredor do serviço, para cima e para baixo, a tentar dar um pouquinho de atenção a todas as situações a que posso chegar, sem que a nenhuma tenha prestado o minimo de cuidados com qualidade. Como posso atender "suspeitas" de GRIPE A, prestar cuidados a utentes a enfartar, auxiliar na suturação, fazer tratamentos e ouvir reclamações de todo o lado??
    Sou só uma...


    quarta-feira, 28 de outubro de 2009

    Administração de vacinas na Farmácia







    Orientações relativas à administração de vacinas e injectáveis nas farmácias:
    • Considerando o anúncio do início de Acções de Formação para Farmacêuticos com a finalidade dos mesmos poderem vir a administrar vacinas e injectáveis nas Farmácias;
    • Considerando o eventual envolvimento de enfermeiros na formação de farmacêuticos para que tal prática se viabilize;
    • Considerando a salvaguarda, em qualquer contexto, da qualidade e da segurança na prestação de cuidados aos cidadãos;
    • Considerando que o alargamento dos serviços farmacêuticos poderá constituir ganho para os cidadãos desde que prestados nas condições legais e regulamentares e por profissionais legalmente habilitados;
    • Considerando a responsabilidade da Ordem dos Enfermeiros em zelar pela função social da profissão de enfermeiro.
    O Conselho Directivo, suportado no parecer do Conselho de Enfermagem e que obteve a concordância do Presidente do Conselho Jurisdicional, no quadro das competências atribuídas à Ordem dos Enfermeiros, inscritas no Dec-Lei 104/98, de 21 de Abril, decide emitir as seguintes orientações:
    • A administração de vacinas ou outras intervenções que impliquem administração de injectáveis nas Farmácias devem ser realizadas por enfermeiros;
    • A prática destas intervenções por outros que não enfermeiros serão consideradas invasão na área de actividades praticadas pelos enfermeiros, incorrendo nas implicações previstas no estatuto da OE e no demais regime júridico;
    • Os enfermeiros não devem realizar acções de formação que permitam transferir para outros profissionais as competências da sua actividade profissional, devendo por isso recusar a participação em todas as acções que viabilizem as práticas anteriormente citadas.
    Pelo Conselho Directivo
    A Bastonária
    Enfermeira Maria Augusta Sousa
    Lisboa, 01 de Setembro de 2008




    Notas:
    1. Esta tomada de posição e respectivo parecer que a suporta será entregue à Ministra da Saúde e solicitada a sua intervenção.
    2. Do mesmo modo será enviada à Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos e reafirmado o pedido de reunião urgente
    3. Será dado conhecimento à ANF e ao Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, que são as instituições, conhecidas até ao momento, promotoras desta formação.