Objectos perigososAs crianças pequenas não têm capacidade para avaliar o perigo, pelo que qualquer objecto que encontram em casa pode transformar-se num brinquedo muito interessante. Botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos, parafusos e até brinquedos com peças demasiado pequenas são uma atracção irresistível para crianças até aos três anos, que gostam de levar tudo à boca. Mas consistem um grande perigo, pois as crianças podem engasgar-se e até sufocar. Causas dos acidentes Sabia, por exemplo, que as quedas são a principal causa de acidentes domésticos com crianças? Seguem-se os cortes, as queimaduras e as intoxicações. Atitudes que podem salvar Não se limite a proibir as crianças de fazerem isto ou aquilo; deve procurar ensiná-las e alertá-las para os riscos que certos actos envolvem, para que elas possam desenvolver a noção do que é o perigo e do que são comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças são pequenas e a explicação requer muita paciência. E, sobretudo, dê o exemplo: as crianças imitam os adultos. Sempre que necessário, explique à criança porque é que as suas acções lhe são permitidas a si e a ela não, apontando razões de idade, capacidade, responsabilidade, segurança, etc. Cuidados com medicamentos
Cuidados com escadas
Cuidados com janelas e varandas
Cuidados com piscinas, lagos, lagoas e até na praia
Cuidados na cozinha
Cuidados com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos
Cuidados com electricidade e tomadas
Cuidados com objectos pontiagudos ou cortantes
Cuidados com armas
Outros riscos
Prevenir acidentes domésticos envolvendo bebésCuidados com potenciais quedas
Cuidados com camas de grades
Cuidados com o banho
Cuidados com brinquedos
Outros riscos
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domingo, 6 de junho de 2010
Prevenção de acidentes domésticos com crianças
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Pronação dolorosa do cotovelo (cotovelo deslocado ou desmanchado)
• O QUE É?
É um pequeno deslocamento da cabeça do rádio em relação ao ligamento anular. O rádio é um dos ossos do antebraço e cabeça do rádio é a porção deste osso que participa da articulação do cotovelo. O ligamento anular envolve a cabeça do rádio como um anel. Esta lesão ocorre em crianças menores de cinco anos, devido à consistência mais elástica dos ligamentos e ao desenvolvimento ósseo incompleto.
A história é quase sempre a mesma. A criança é puxada pela mão ou pelo antebraço; por exemplo, quando a mãe segura a criança para que esta não saia correndo pela rua, ou quando a criança é balançada pelos braços.
• SINAIS E SINTOMAS:
Eventualmente pode-se ouvir um pequeno estalo quando ocorre a lesão. A criança começa a chorar imediatamente e permanece com o braço imóvel ao lado do corpo, com o cotovelo dobrado. Normalmente após algum tempo a criança para de reclamar, desde que não movimente o braço ou toquem em seu cotovelo. Algumas vezes é possível que a criança com pronação dolorosa se queixe de dor no ombro ou punho.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Candidíase oral ou "sapinhos"
A boca é o habitat de mais de 500 espécies de microrganismos identificados. Geralmente são inofensivos, mas em condições alteradas podem causar especialmente infecções de baixo grau, que em situações mais graves podem causar infecções severas, inclusive, atingindo a corrente circulatória causando infecções generalizadas.
O que é?
A candidíase é uma doença fúngica oportunista causada pela proliferação de espécies de Cândida, principalmente a C. albicans. Esta infecção encontra-se, geralmente, limitada à membrana mucosa (língua, gengivas, palato –“céu da boca”, interior das bochechas e lábios) e pele (por exemplo, na região das fraldas).
Quando o sistema imunitário se encontra mais deficiente ou se não houver tratamento adequado, a infecção pode espalhar-se para a orofaringe, esófago…podendo mesmo atingir a corrente circulatória e causando infecções generalizadas.
Os “sapinhos” são muito frequentes nas crianças pequenas, podendo ocorrer em cerca de 5 a 30% dos recém-nascidos saudáveis. Em crianças mais velhas e adultos a candidíase está associada normalmente com alterações verificadas na capacidade de defesa do indivíduo doente, que podem ser devidas a várias causas, como a toma de antibióticos, de medicamentos imunossupressores, alterações endócrinas ou imunitárias, diabetes ou neoplasias, ou a imunodeficiência adquirida ou congénita.
domingo, 11 de abril de 2010
Teste do "pézinho"
Teste do Pezinho
O “Teste do pezinho “ ou Diagnóstico precoce é uma colheita de sangue fundamental para o rastreio de duas doenças:
- Fenilcetonúria (a criança não consegue utilizar uma substância que ingere com as proteínas, esta em excesso é tóxico para o cérebro)
- Hipotiroidismo (a tiróide é uma glândula, que neste caso funciona mal, não produzindo uma substância essencial para o desenvolvimento da criança)
Se estas doenças forem diagnosticadas precocemente e iniciado o seu tratamento, é facilitado o desenvolvimento normal da criança.
Como?
Para a colheita deste sangue, é feita uma picada no pé do bebé, por isso o nome de “Teste do Pezinho”.
Sendo este um procedimento doloroso, os pais devem participar o mais que poderem neste acto acarinhando o bebé, confortando-o, falando com o bebé num tom de voz suave e meigo de modo a transmitirem segurança.
Quando?
A colheita deve ser efectuada a partir do 3º dia e se possível até ao 6º dia, isto porque os valores a serem avaliados nesta altura estão estabilizados no sangue do Recém-nascido.
A colheita após o 6º dia pode atrasar o início de um eventual tratamento, mas deverá ser sempre feita, mesmo que tardiamente.
Onde?
Esta colheita é feita no centro de saúde junto da sua residência, onde se encontram as fichas de rastreio adequados para a realização desta colheita., que são preenchidos por um profissional de saúde (enfermeira(o)).
Será entregue aos pais um talão destacável das fichas de rastreio, com um código para que estes possam aceder ao resultado do teste via Internet 15 dias após a realização do diagnóstico precoce. Em caso dos pais não terem disponibilidade de aceder à Internet, só no caso das análises não serem normais é que estes serão contactados ou em caso de necessidade de alguma confirmação laboratorial.
Em caso de doença existem 6 centros de tratamento, onde podem ser acompanhados por uma equipa especializada.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Convulsões nas crianças
O que são?
As convulsões febris são convulsões que aparecem nos primeiros anos de vida – entre os 6 meses e os 6 anos – na presença de uma doença febril geralmente benigna e sem que haja uma lesão neurológica causal.
Quem afectam?
As convulsões febris afectam 3 a 5% das crianças com maior frequência no sexo masculino, existindo uma predisposição familiar para o seu aparecimento .
As convulsões febris surgem habitualmente no início de uma doença febril coincidindo o seu aparecimento com a subida da temperatura, o que faz com que sejam muitas vezes o primeiro sinal de uma infecção na criança.
A criança pode parecer estranha por momentos, depois o seu corpo fica rígido, com movimentos involuntários e descoordenados da cabeça e membros, podendo ainda revirar os olhos, espumar pela boca e ficar com cianose (tom azulado da pele), particularmente à volta da boca.
As atitudes a tomar durante uma convulsão febril visam principalmente proteger a criança de qualquer traumatismo acidental.
Após a convulsão convém contactar o médico assistente para que avalie e trate a causa da febre, já que a convulsão febril em si não necessita de tratamento.
As convulsões febris não são perigosas para a criança, se excluirmos o risco de traumatismo acidental por bater em qualquer objecto próximo. Elas não causam lesões cerebrais ou neurológicas, atraso mental ou outros problemas a longo prazo.
O risco de sofrer de Epilepsia é apenas ligeiramente superior nas crianças que tiveram convulsões febris, particularmente nas que tiveram mais que cinco episódios ou convulsões com uma duração superior a 15 minutos (convulsões febris complicadas).
A probabilidade de ocorrência de uma segunda convulsão está relacionada com a idade de aparecimento da primeira. Quando a primeira convulsão surge antes dos 12 meses de idade há 50% de possibilidades de ocorrer uma segunda convulsão. Já as crianças que tiveram a primeira convulsão a partir do segundo ano de vida têm apenas 30% de hipótese de vir a ter outra.
Após uma convulsão febril a criança deve ser observada pelo médico para que este procure identificar a causa da febre.
As convulsões febris não necessitam de tratamento específico, com excepção dos casos raros de convulsões mais prolongadas que poderão beneficiar do uso de um anticonvulsivante prescrito pelo médico.
Como se previnem as convulsões febris?
Na maioria das situações não há indicação para instituir um tratamento preventivo para as convulsões febris, já que o benefício da medicação não seria superior aos seus riscos. Excepcionalmente, esse tratamento poderá ser necessário, quando se trata de convulsões febris frequentes ou complicadas (com duração superior a 15 minutos).
As pessoas que cuidam da criança, em casa ou no infantário, devem estar informadas da possibilidade de ocorrência de uma convulsão se a criança tiver febre, conhecer a forma adequada de vigiar e controlar a temperatura, bem como as atitudes correctas a adoptar perante uma convulsão.
Viroses nas crianças
Dúvidas mais comuns sobre virose em crianças
Encontre respostas para seus principais questionamentos sobre o assunto
1 - Quais os principais tipos?
Entre as respiratórias, a mais comum é a gripe. Há dezenas de tipos de vírus que causam resfriados ou infecções respiratórias mais ou menos graves, como os rinovírus e adenovírus. Existem também as intestinais, causadas pelo rotavírus.
2 - Quanto tempo duram?
Depende. Mas, em geral, de três a quatro dias. O mais importante é que, se a criança for saudável e tiver uma alimentação adequada, a cura acontece espontaneamente, ou seja, o organismo é capaz de se livrar da doença sozinho.
3 - Quantas viroses, em média, uma criança saudável tem por ano?
Até uma por mês. As que ficam em creches e berçários, em contato com outras crianças, podem adquiri-las com mais freqüência. Os pais podem ficar tranqüilos, no entanto, pois a incidência diminui com a idade.
4 - As viroses são sazonais?
Sim. As respiratórias, que se caracterizam por coriza, nariz entupido, tosse e febre, são mais comuns no outono e no inverno. Mas podem aparecer também no verão, por causa do uso do ar condicionado. Nos meses mais quentes, as mais freqüentes são as gastrointestinais, cujos sintomas são náusea, vômito, diarréia, dor abdominal e febre.
5 - Se não for tratada corretamente, quais os riscos?
Como qualquer doença, são as complicações futuras. Uma doença respiratória, por exemplo, pode evoluir para otite (inflamação do ouvido) aguda, sinusite e até pneumonia.
6 - Quando é preciso ir ao pediatra?
Se a criança ficar abatida, apresentar febre alta (acima de 38º C) e dificuldade para respirar, os pais devem levá-la ao médico. Mas isso também depende da idade da criança. Nas menores de 1 ano, por exemplo, as viroses devem ser rapidamente informadas ao pediatra. No caso das mais velhas, um bom parâmetro é o estado da criança. Se ela tem febre baixa, mas continua brincando normalmente, por exemplo, está tudo bem.
7 - Que exames são necessários?
Em geral, não há necessidade de testes laboratoriais. A não ser que os sintomas não desapareçam após alguns dias. Exames de sangue (mais utilizados), de imagem, ou análise das secreções respiratórias são indicados apenas se houver suspeita de doenças graves. Saber o nome exato do vírus que causou a doença, em geral, não influencia o tratamento.
8 - Há possibilidade de a criança ser medicada com antibiótico, sendo que a doença foi causada por um vírus?
A virose é um problema comum, dificilmente confundido com outra enfermidade. Mas, na ânsia de ver o filho curado, os pais abusam de antibióticos, descongestionantes e anti-inflamatórios sem prescrição médica. Por isso, nada de medicar a criança antes do aval do pediatra. Quando suspeitar de doenças mais graves, ele vai indicar exames específicos para agilizar o diagnóstico.
9 - É possível evitá-la?
Além de impedir o contato com outras pessoas doentes, a única maneira de proteger a criança das viroses é manter o calendário de vacinação em dia. Outras medidas simples, como lavar as mãos antes das refeições e evitar alimentos de origem duvidosa, também ajudam.
10 - Como é o tratamento?
Geralmente, é sintomático, ou seja, aliviam-se os sintomas. Repouso, hidratação, antitérmicos e, em casos de infecções respiratórias, manter o nariz limpo é o suficiente na maioria das viroses. Nesse período, a criança fica em observação. Se após alguns dias não melhorar ou até piorar, é possível que a doença tenha evoluído para algo mais sério. Diante de qualquer dúvida ou eventualidade, é importante que os pais tenham o telefone do pediatra sempre à mão.
Diagnóstico preciso
Pediatras da Universidade do Texas (EUA) estão desenvolvendo um novo método para identificar vírus e bactérias que causam algumas das infecções mais comuns na infância. Ao analisar os glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo, eles identificam mudanças genéticas deixadas pelos agentes causadores das doenças, como se fossem impressões digitais. Como cada vírus ou bactéria deixa a sua "assinatura biológica", os cientistas conseguiram, assim, distingui-los com altas taxas de sucesso. Os especialistas acreditam que a técnica deve revolucionar o diagnóstico das viroses nos próximos anos.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Cólicas no recém-nascido
As causas exactas das cólicas não são conhecidas, mas são colocadas várias hipóteses: alguns especialistas apontam a alergia ao leite materno, ou aos leites artificiais, mas a verdade é que quando se faz a substituição o problema não fica resolvido.
Acalmar o bebé, tranquilizar os pais. Embora não haja consenso entre os especialistas em relação ao tratamento das cólicas, é importante diminuir a ansiedade da mãe, dizer-lhe que o problema é passageiro e, obviamente, acalmar o pequeno ser.
«Antes de qualquer procedimento, a mãe deve falar, acarinhar e manter uma interacção positiva com a criança, uma vez que não existem certezas sobre a causa das cólicas e, como tal, não há um tratamento adequado», salienta Herculano Rocha, prosseguindo:
«Não há medicamentos específicos para as cólicas, mas sim os que interferem na motilidade intestinal, ou medicamentos como o Aero-om, que tendem a diminuir os gases.»
«O Aeoro-om ajuda a acalmar a criança. A verdade é que para muitos pode parecer inócuo, mas verificamos que ao parar com o medicamento as cólicas voltam. Não sabemos se é por razões psicológicas, mas a verdade é que funciona.»
Conjuntivite Infantil
A conjuntivite é a inflamação da membrana ocular, acompanhada de vermelhidão e secreção. A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.
A conjuntivite infecciosa é transmitida, mais freqüentemente, por vírus ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.
A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de que pode começar em um olho e depois se apresentar no outro. Pode ter períodos de melhoras e reincidências, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica.
A conjuntivite tóxica é causada por contato direto com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo. A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessário a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.
Sintomas da Conjuntivite
Os principais sintomas da conjuntivite são:
• Olhos vermelhos e lacrimejantes, devido à dilatação dos vasos sanguíneos locais;
• Inchaço (edema) do olho ou pálpebra, devido ao acúmulo de líquido no local;
• Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
• Aumento do lacrimejamento com a presença de secreção purulenta;
• Incomodo causado pela luz;
• Em alguns casos, febre e dor de garganta.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Febre
Qual é a temperatura normal do corpo?
"A temperatura corporal normal oscila entre 36 e 37 º.
A temperatura do corpo tem uma variação individual, mudando ao longo do dia (ritmo circadiano). A temperatura atinge o seu ponto mais baixo à noite, durante o sono, e sobe gradualmente até atingir o valor máximo por volta das 17 horas.
Além da flutuação normal dos seus valores, a temperatura também é influenciada pelo exercício físico, pelas refeições e emoções, que a fazem subir."
O que é a febre?
"A febre é uma elevação da temperatura corporal superior a 37,5º (temperatura externa, medida na axila ou na virilha) ou 38º (temperatura interna, medida na boca ou no recto).
Porque a elevação da temperatura do corpo estimula os mecanismos de defesa do organismo, a febre pode considerar-se parte da reacção de protecção contra as infecções ou outros agentes agressores."
O que é a hiperpirexia?
"A hiperpirexia ou hipertermia grave é uma situação que se caracteriza por uma subida da temperatura corporal para valores acima dos 41º centígrados, resultante de um desequílibrio entre a produção e a perda de calor, que atinge principalmente crianças com menos de dois anos de idade, cujos mecanismos de regulação térmica são ainda imaturos.
A hiperpirexia é uma situação grave que se pode acompanhar de alterações neurológicas e deve ser tratada em meio hospitalar. Para a prevenir toda a criança com febre alta deve ser adequadamente tratada, com antipiréticos em dose correcta, administração de líquidos e uso de roupa ligeira em ambiente pouco aquecido."
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Quando e como deixar a chucha...
Lembre-se que a chupeta não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que a criança chora. Opte antes por segurá-la ao colo e dar-lhe atenção.
A sucção é um acto instintivo na criança. Mesmo dentro da barriga da mãe, o bebé já 'chucha' no dedo. Chuchar é um comportamento que oferece conforto e segurança à criança e deve ser encarado como fazendo parte do seu desenvolvimento normal.
O uso da chupeta, assim como a idade a partir da qual o seu uso é desaconselhado, continua a ser objecto de grande controvérsia.
A chupeta parece interferir com a amamentação pelo que só deve ser oferecida ao bebé quando este já aprendeu a mamar bem e a mãe já se encontra perfeitamente confiante na amamentação. A partir desse momento, os benefícios da chupeta são vários: proporciona conforto, estimula a sucção e aleitamento, facilita a digestão e fortalece a musculatura oral.
Lembre-se que a chupeta não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que a criança chora. Opte antes por segurá-la ao colo e dar-lhe atenção.
A maioria das crianças abandona, espontaneamente, a chupeta por volta do primeiro ou segundo ano de vida. Aos 2-3 anos, a maioria dos pais acha que o filho, que corre e fala com certa fluência, é já "demasiado crescido" para continuar a usar a chupeta . No entanto, a criança ainda é muito imatura do ponto de vista emocional, podendo continuar a chuchar durante mais tempo, sem que isso constitua um problema.
Outra grande preocupação dos pais é a dentição. Chuchar intermitente até à erupção da dentição definitiva não prejudicará os dentes do seu filho.
A maioria dos autores entende que se deve desencorajar o uso da chupeta a partir dos 2 anos de idade, uma vez que faz parte do seu processo de maturação psicológica.
O uso da chupeta é um hábito muito difícil de abandonar, pelo que é necessário apoiar a criança no momento de o fazer. Poderá servir-se de alguns truques para a ajudar:
- Não force, nem use métodos drásticos (como a colocação de substâncias amargas na chupeta);
- Evite censurar ou fazer comentários negativos;
- Comece a restringir o seu uso: proponha-lhe colocar a chucha num determinado lugar e só a usar quando for muito necessário (quando estiver mais triste, doente ou assustada);
- Tente dirigir a atenção do seu filho para outras actividades, sublinhando que estas já são "coisas de gente crescida";
- Negoceie: troque a chucha por outro brinquedo que a criança deseje. Contudo, não faça desta atitude um hábito, porque a criança aperceber-se-á do poder da chucha e irá usá-lo para conseguir satisfazer as suas vontades;
- Marque uma data com a criança, por exemplo, o seu aniversário, para abandonar a chucha, mostrando que já é "mais crescida";
- Mostre-lhe que as pessoas que admira (o irmão mais velho, por exemplo) não usam chupeta;
- Felicite a criança pelos progressos adquiridos e recompense-a com uma dose de mimos e brincadeiras;
- Tente compreender em que situações a criança necessita mais da chucha para, nesses momentos, lhe dar mais atenção e carinho. Segure-a no colo e distraia-a;
- Se a sua criança utiliza a chucha para adormecer, perca algum tempo com ela nesta altura, lendo-lhe um livro, conversando ou contando-lhe uma história.
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